LPFP
É a lei do futebol. Não o deveria ser, mas de facto não se pode mudar o mundo. Quando uma equipa
perde, e por números substanciais, o treinador fica quase sempre na corda bamba. É a cultura
latina no desporto-rei. Em Inglaterra, e noutros países, há sempre alguma compreensão antes de
posições tão dramáticas e tão "acusatórias".
Apesar de tudo um jogo quase tranquilo. Com excepção dos momentos em que se jogou golfe contra as
costas dos jogadores, da cabeça perdida de alguns jogadores benfiquistas, de algum desnorte na
estratégia dos encarnados, apesar de tudo isso nada está ainda perdido para a equipa lisboeta,
mas...dez pontos já é uma distância acentuada.
Vai começar o clássico dentro em pouco. Na minha opinião, aconteça o que acontecer durante o
jogo, e esperemos que durante o jogo só aconteça futebol jogado, o próprio futebol já perdeu.
Para se assistir a um jogo, por mais importante que seja, são precisos estes meios? Lamentável.
Depois de uma reunião importante e bem conseguida entre os Presidentes dos clubes profissionais,
organizada pela Liga, e pelo seu Presidente, Fernando Gomes, no sentido de pacificar o futebol
nacional, o treinador do FC Porto, André Villas-Boas que se pautou por uma atitude coerente de
auto-crítica, face a um acto intempestivo durante o calor do jogo, veio a terreiro responder ao
Presidente do SL Benfica.
Com o apedrejamento do autocarro do Benfica, voltou a violência ao nosso futebol. E o que fazem os
dirigentes? Unem-se e organizam-se no seio da LPFP, e bem, mas depois na comunicação social, com
meia dúzia de palavras incendiárias, destroem esse capital. Na sexta-feira foi no Porto, num
qualquer dia, quando menos se espere, será em Lisboa ou noutro local qualquer.
www.uefa.com
Face s declarações de João Jardim sobre a sua equipa, o CS Marítimo, e mais concretamente
sobre a eliminatória europeia com o Bate Barisov, aguardam-se ansiosamente as palavras de José
Sócrates sobre o seu Benfica. Jorge Jesus sobretudo. Segundo a TVI o orçamento do Benfica é de
40 milhões e o do Nacional de cerca de 10% desse valor!
www.fifa.com
Quando se está a observar um qualquer jogo em regime de completa imparcialidade, ou seja sem
sentimento clubístico, verifica-se que a nossa opinião está longe de coincidir com as análises
que " posteriori" os treinadores, adeptos, ou membros dos clubes, fazem sobre as suas próprias
equipas.
Depois de ter visto o jogo de ontem entre o SC Olhanense e o SL Benfica e de ter ouvido as palavras
do meu amigo Jorge Costa no final, fiquei com a sensação de ter visto outro jogo. Admito até que
o árbitro tenha cometido vários erros - David Luís deveria também ter recebido um vermelho - o
que é uma situação normal num jogo de tal intensidade, no entanto, se há culpados do que se
passou e se foram cometidos erros primários, esses têm de ser essencialmente dirigidos aos
adeptos e aos jogadores.
Todos sabemos que em alguns jogos de futebol os nervos andam por ali solta. Todos sabemos que
existe uma relação "especial" entre Manuel Machado e Jorge Jesus. Mas o que todos também
sabemos, é que era perfeitamente evitável este nível de discussão pública. Não lhes fica bem,
e seria exigível um comportamento mais adequado aos responsáveis técnicos de duas equipas bem
posicionadas na nossa Liga e que representam Portugal na Liga Europa, portanto, clubes com
responsabilidades acrescidas.
www.fpf.pt Portugal venceu ontem a Geórgia e embalou para a 2ª fase do torneio de apuramento do
Europeu de Sub/19, depois de um começo frustante com o Azerbaijão. Agora falta a Grécia para
carimbar o passaporte. De qualquer forma este é mais um aviso sério para que todos os
interessados, FPF, Associações, Clubes, Liga, Sindicato dos Jogadores e Treinadores, comecem a
discutir em colectivo o futuro do futebol jovem em Portugal e se tomem medidas rápidas para que
este seja defendido face invasão irracional de jovens estrangeiros, a maioria deles sem
qualidade e que travam o desenvolvimento do jogador português.
Foi notícia nos jornais de ontem a possibilidade de a Liga, entre outras propostas, poder voltar a
promover a constituição das equipas B, um projecto lançado pela FPF, e que será uma medida
importante e de realçar. Aqui há uns anos, o Dr. Alberto Silveira, quando entrou na FPF como
vice-presidente, a propósito de algumas questões que ia levantando, obtinha invariavelmente dos
técnicos a seguinte resposta: "Sim, está correcto, já fizemos isso".
A propósito desta situação que envolveu Carlos Queiroz, assistiu-se a uma luta feroz na
comunicação social entre os seus apoiantes e aqueles que o criticavam. Uma parte considerável de
uns e de outros, baseavam-se em conceitos, palavras, ideias, nalguns casos verdadeiramente idiotas
e increditáveis e que mais não pretendiam do que lançar a confusão.
Só agora tive oportunidade de comentar um excelente artigo de "O Jogo", da passada quinta-feira,
acerca da presenças de jogadores estrangeiros na nossa Liga. A abordagem estatística dos dados
referentes aos contratos dos jogadores profissionais, diz só isto: 55,2% são estrangeiros! Se
não pararmos esta permanente subida de entrada de jogadores não nacionais corremos o risco de
termos no futuro praticamente só jogadores portugueses nas selecções nacionais, provenientes da
II Liga ou que jogam no estrangeiro.
Ontem li no jornal "O Jogo" uma notícia sobre o popular clube axadrezado que julguei ser uma
brincadeira. De facto não é. O Boavista tem dois Presidentes, Álvaro Braga Júnior e Eduardo
Matos, líder da Comissão Administrativa, que destituiu o presidente eleito. O assunto arrasta-se
nos tribunais e em simultâneo existem duas equipas, uma que disputa a II Divisão da FPF, e outra
que disputa a II Divisão da AF Porto, mas que por força de providências cautelares viu adiados
os seus três primeiros jogos.
Já que estou hoje numa de palavras gostei das frases de Pacheco, comentador Sportv, acerca do
Olhanense/Vitória de Guimarães. "O Olhanense teve uma exibição colorida e um resultado
cinzento. O Vitória teve uma exibição cinzenta e um resultado colorido" Tão poucas
palavras resumiram exactamente o que se passou em campo.
Triste confusão reina no futebol português neste conturbado princípio de época. Acusações s
estruturas da arbitragem da Liga, críticas muito duras de clubes a várias entidades, dúvidas
muito fortes sobre a disponibilidade dos jogadores para jogarem pela selecção nacional, programas
consecutivos nas televisões sobre o momento que se vive na FPF, em exagero a RTP que dedicou
várias horas a "debater" o assunto, transformam o jogo não jogado na grande vedeta do início das
competições.
Surgiu a primeira surpresa do campeonato com a vitória do Paços Ferreira sobre o Sporting CP.
Para uma competição deste tipo é sempre motivador os mais pequenos vencerem os grandes. Se esta
vitória for sinal de crescimento da equipa do norte terá de ser realçada. Pelo contrário, se
esta derrota do Sporting for consequência de um baixar de nível da equipa lisboeta, não me
parece uma boa notícia para o futebol português.
www.uefa.com
Começou a Liga. Ainda não percebi muito bem a razão da adopção desta designação, mas enfim,
agora é fino chamar-se liga a um campeonato. Em frente. Começou, com o regresso do Portimonense,
após tantos anos de ausência, e logo em casa do SC Braga, que se veio a tornar uma tarefa
difícil para os algarvios.
Da época e da confusão. Não teria sido melhor para todos haver um esclarecimento pedagógico que
permitisse avaliar correctamente os porquês de uma mudança de símbolo? Será que uma
transferência de um jogador de futebol, por mais importante que seja, terá de levar a um extremar
de posições e a palavras tão duras?
Sem dúvida a melhor equipa ao longo da época, o Benfica - com o plantel mais valioso e
equilibrado - sagrou-se justamente vencedor da Liga, pela 32ª vez na sua história. Com os seus
mais directos e importantes adversários - FC Porto e Sporting CP - em dificuldades durante
períodos consideráveis da competição, foi o SC Braga a oferecer uma resistência mais forte aos
novos campeões e tornou-se na grande surpresa da prova.
Descem dois históricos - Belenenses e Leixões -, sobem dois históricos - Beira-Mar e
Portimonense. Não são clubes com o mesmo historial, os que descem têm um passado bastante mais
rico, mas pelo menos os que sobem são clubes que podem manter-se, dada a força dos seus adeptos e
das regiões que representam e ainda da experiência que têm destas andanças.
No jornal "O Jogo" de quinta-feira vinha publicada a seguinte nota:
"0 (zero) - Número de jogadores que nasceram em território nacional e integram a lista dos dez
melhores marcadores da Liga Sagres de 2009/10"
Pode dizer-se que no estrangeiro se encontram jogadores portugueses que são grandes marcadores de
golos.
Foto adicionada a partir da página do FC Barreirense no Facebook
Segundo a imprensa de ontem o jogo Naval/Nacional, a contar para a Liga Profisional teve uma
assistência de 340 espectadores. O DN na sua edição online chamou-lhe "No recorde negativo
de público até o resultado foi deprimente".
Casos destes deveriam ser exemplares e tratados com todo o rigor e cuidado. Vamos a ver como vai a
Justiça Desportiva decidir sobre um caso que, a ser verdade, pode abrir portas a muitos outros.
Realce para já para a atitude corajosa da LPFP.
A Naval 1.º de Maio vai ser alvo de um
procedimento criminal por parte da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), que pode ditar a
exclusão da Liga, anunciou hoje aquele organismo na sua página oficial.
Ainda tendo como referência o clássico de anteontem acompanhei um pouco a emissão que antecedeu
o jogo. Já era para ter falado sobre este assunto e agora é o momento, dado que não compreendo,
não aceito e acho uma perfeita anormalidade ver um graduado da PSP falar sobre aspectos de
segurança de um jogo de futebol.
Tem sido uma semana tranquila em vésperas do clássico da Luz. É de realçar e louvar esta
mudança de atitude dos dirigentes e técnicos dos dois grandes clubes em contraste com o passado
recente. Parece que nos encaminhamos para um outro tipo de organização do nosso futebol em que
conta é o nosso clube, a nossa capacidade, os nossos meios, evitando a conflitualidade.
Depois do da Luz, surge agora o de Braga, e se a moda pega é melhor criar dois túneis como no
passado. Também já vivi situações semelhantes e felizmente nunca muito escalpelizadas, no Euro
2000 e no Portugal/Sérvia, em que os sérvios, depois do incidente com Luiz Felipe Scolari,
irromperam pelo nosso balneário, sem consequências e danos de maior.
Erro crasso disse Manuel José. Não me parece que a análise de Manuel José vá ao fundo da
questão. Parece que foram cinco, mas podiam ter sido mais, se eventualmente mais alguns dos
jogadores envolvidos neste jogo, e de ambos os clubes, tivessem sido convocados para as Selecções
Nacionais "AA" e "Sub/23" de Portugal.
The Rest
Pauleta e muito bem, levantou a questão dos jogos 2ª feira antes da jornada das selecções
nacionais. Em Portugal, o único país onde isso acontece, mistura-se tudo, mas o que conta
realmente são os nossos interesses momentâneos. Os grandes clubes europeus, e com alguma razão,
exigiram que os jogos das selecções fossem disputados s sextas e terças-feiras.
Que me perdoem muitos amigos juristas, mas as análises que a maioria dos elementos dessa área,
que se encontram fora do futebol e que normalmente produzem opiniões sobre a vida desta
modalidade, acabam quase por torná-lo num monstro de sete cabeças, de acesso verdadeiramente
limitado a uma pequena minoria.
O resultado que "Os Belenenses" conseguiram é deveras surpreendente e foi de longe a maior
surpresa dos jogos das duas competições profissionais, neste caso na Taça da Liga. Perder por
5/1 com o Freamunde, parece-me algo de extraordinário e esquisito para um clube com as maiores
tradições e que saiu da Liga principal há apenas três meses.